Estética


Novidade promove proteção da pele contra a poluição

Por | em 13 abril 2016

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Apesar dos alertas com relação à poluição, os níveis de poluentes só aumentam. Atualmente, congressos internacionais de dermatologia também demonstram preocupação com o tema, já que a poluição também provoca danos à pele e pode acelerar o envelhecimento precoce.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% da população está exposta, dentro e fora de casa, a materiais particulados como o PM 2.5, um micropoluente de diâmetro menor do que 0,0025mm (100 vezes menor que um fio de cabelo). “São pequenas partículas ou gotas suspensas no ar que se acumulam na forma de nevoeiro quando estão em altas concentrações. Esses micropoluentes são muito comuns no inverno e grandes metrópoles como São Paulo sofrem com o problema, na medida em que este nevoeiro recobre a cidade e o índice de poluição fica acima do recomendado pela OMS”, explica Mika Yamaguchi, farmacêutica e consultora técnica da Biotec Dermocosméticos.

A farmacêutica explica que esse micropoluente promove alterações da função de barreira da pele, causando desidratação, irritação, envelhecimento prematuro e manchas. “O PM2.5 não penetra na pele, mas influencia a função de barreira, tornando a pele mais reativa, ressecada e desvitalizada”, explica.

A dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, acrescenta que mesmo que as micropartículas não penetrem na pele, elas influenciam as suas funções, causando desidratação ou até acne, além de produzir radicais livres. “Além disso, é motivo de estudos em várias universidades do mundo todo, pois, de tão pequenas, são inaladas com facilidade, causando vários problemas respiratórios”, comenta.

Para proteger a pele dos materiais particulados, algumas novidades podem colaborar. É o caso do Exo-P, desenvolvido pela Lucas Meyer Cosmetics, que chega ao Brasil por meio da Biotec Dermocosméticos.

“Extraído por meio de um processo sustentável, Exo-P é um escudo biomimético contra a poluição urbana. O ativo é um exopolissacarídeo originário de um ecossistema único, chamado Kopara, nos atóis da Polinésia Francesa. Este exopolissacarídeo possui grande capacidade de quelar metais pesados como cádmio e chumbo, reduzindo, portanto os malefícios causados por estes agentes”, explica.

Na pele, o mecanismo de atuação de Exo – P é como um escudo mimético, protegendo a pele contra os agentes tóxicos presentes na atmosfera das grandes cidades. “Ele reduz a adesão na pele da PM 2.5, melhorando a luminosidade da pele opaca, desvitalizada e “asfixiada” após 7 dias, conforme estudos realizados. Além disso, protege e previne os danos causados pela radiação UV prevenindo o envelhecimento precoce causado pela exposição solar e pode ser utilizado para reduzir a sensibilidade e as reações alérgicas causadas pela poluição”, explica a farmacêutica. Com efeitos cumulativos, o ativo ajuda também a tornar a pele mais resistente a futuras agressões externas. A novidade está disponível em farmácias de manipulação.

Escudo antipoluição

Para potencializar os efeitos antipoluição, o ativo pode ser associado aos antioxidantes OTZ 10, PGT1 e GPS Trealose. “OTZ 10 é uma molécula pequena que penetra até a hipoderme (camada mais profunda da pele), assim ela neutraliza a ação dos radicais livres gerados por Infra Vermelho A, UVA em todos os níveis, protegendo as proteínas (colágeno e elastina) da degradação; já PGT1 fortalece e estimula a produção de novos peptídeos. Quando associados ao GPS Trealose, formam uma composição cosmética superpotente contra a ação do meio ambiente”, explica. “O GPS Trealose tem a capacidade de aumentar as defesas naturais da pele por ativar as Heat Shock Protein (Proteínas protetoras) do organismo. Ele também combate a desidratação da pele”, finaliza Mika.

A formulação antipoluição pode ser incorporada em cremes, géis, loções, séruns etc., nas farmácias de manipulação, com prescrição médica.



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